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  • Voz de Portugal

Galerias Romanas de Lisboa voltam a abrir hoje mas em 3D

Joana Sousa Monteiro, diretora do Museu de Lisboa, explicou à Lusa que o link permite chegar à página “Museu de Lisboa Galerias Romanas da Rua da Prata” com “uma recriação digital, também chamado um gêmeo digital, do espaço com um equipamento próprio para visitas 3D, que, usando feixes ultravioletas, conseguem fazer múltiplos 'scans' do espaço, plano a plano”, como num vídeo.

As Galerias Romanas na Baixa de Lisboa voltariam a abrir hoje ao públic, mas, como tal será impossível fisicamente, devido à covid-19, o Museu de Lisboa disponibiliza 'online' uma visita virtual 3D.

Todos os anos, as Galerias Romanas da Rua da Prata, em Lisboa, abrem no Dia dos Monumentos e Sítios Arqueológicos, que se assinala hoje, para permitir uma visita abaixo do solo limitada a cerca de 3.000 visitantes.

O monumento, com cerca de 2.000 anos, esconde-se debaixo das ruas de Lisboa e dos edifícios pombalinos e foi construído debaixo de água.

Ainda hoje tem água, pelo menos, até um metro de altura, o que é bom para a sua conservação, mas impede uma visita sem drenagem.

Normalmente abrem apenas duas vezes por ano e uma delas seria já na sexta-feira.

Devido à situação atual, o Museu de Lisboa decidiu voltar a mostrar as galerias, mas desta vez de um modo virtual, cuja vantagem está na sua disponibilidade para toda a gente e quantas vezes se quiser através de um link que será disponibilizado a partir das 10:00 da manhã de sexta-feira no Facebook e no ‘site’ do Museu de Lisboa na internet.

Joana Sousa Monteiro, diretora do Museu de Lisboa, explicou à Lusa que o link permite chegar à página “Museu de Lisboa Galerias Romanas da Rua da Prata” com “uma recriação digital, também chamado um gémeo digital, do espaço com um equipamento próprio para visitas 3D, que, usando feixes ultravioletas, conseguem fazer múltiplos 'scans' do espaço, plano a plano”, como num vídeo.

“Permite ao público, a nós todos, ver muito aproximadamente aquilo que realmente se vê quando lá se entra, tanto em termos de texturas, como de luminosidades, como das cores do próprio sítio, com os mais escuros no pavimento e no início, no arranque das paredes, devido à permanência da água durante todo o ano, e depois mais claro nas partes superiores das paredes e nas abóbadas”, explicou.

De acordo com a responsável, na página também é possível “uma visualização mais demorada”, caso o visitante prefira ver as galerias “slide a slide”, com vários pontos do percurso assinalados e com “legendas que explicam em português e em inglês o que é cada parte, cada sítio, o tipo de abóbada com cofragem de madeira, uma boca de poço, um sítio onde houve determinadas escavações nos anos 1990 e que revelou algumas coisas importantes para o monumento”.

Devido à impossibilidade de visitas físicas, o Museu de Lisboa tem adaptado conteúdos para o modo digital, tanto na rede social Facebook, com visitas em direto, como no Instagram, e com vídeos disponibilizados no Youtube.

Foram já disponibilizadas visitas em direto a uma parte da principal reserva do Museu de Lisboa e às ruínas arqueológicas do antigo teatro romano de Lisboa que é uma das partes visitáveis do museu e “essa cadência vai continuar”.

No dia 22 de abril está agendada uma visita geral à exposição permanente do museu de Santo António pelo seu coordenador, Pedro Teotónio Pereira, e, no dia 29, a pré-inauguração virtual de uma exposição que deveria ser inaugurada numa das salas do palácio Pimenta, na sede do museu, junto ao Campo Grande, “sobre a história bastante rocambolesca e muito interessante e engraçada da criação e da construção do monumento a D. Pedro IV, aquela a que nós chamamos habitualmente estátua do Rossio, que demorou mais de 35 anos a ser feita”.

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