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  • Voz de Portugal

Serralves vai acolher exposição sobre reservas da biosfera de Portugal e da CPLP



O Parque de Serralves acolhe, desde sexta-feira passada, uma exposição dedicada ao património natural de Portugal e de outros cinco países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, numa viagem pelas reservas da biosfera distinguidas pela UNESCO.

“O objetivo da exposição é, no fundo, conseguirmos mostrar o conjunto das reservas de biosfera que temos em Portugal continental e insular (…) mas também as redes de biosfera do espaço CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa]”, explicou à Lusa Helena Freitas, coordenadora geral da equipa diretiva do Parque de Serralves.

Em Portugal, integram a Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) 12 territórios, o mais recente dos quais a ilha de Porto Santo, na Madeira, com mais de 2.110 espécies, algumas delas endémicas, ecossistemas, paisagens naturais.

Atualmente, a nível mundial, estão registadas 714 reservas da biosfera, localizadas em 129 países, das quais 21 são reservas transfronteiriças, representando 5% dos territórios a nível global.

“No fundo, o que propomos, é uma viagem por territórios que tiveram esta distinção por parte da UNESCO, no espaço de língua portuguesa”, afirmou aquela responsável.

Na mostra, patente até 31 de outubro, estarão representadas todas as reservas portuguesas, designadamente: Castro Verde; Corvo; Gerês-Xurês; Graciosa; Fajãs de São Jorge, Flores, Transfronteiriça Meseta Ibérica, Paúl do Boquilobo, Santana-Madeira, Transfronteiriça Tejo/Tajo Internacional, Berlengas-Peniche e Porto Santo.

Para além do património natural português, a exposição intitulada "Reservas da Biosfera: Rede Portuguesa e CPLP" vai promover ainda uma viagem às reservas da ilha do Príncipe, em São Tomé, das Quirimbas em Moçambique, dos Bijagós na Guiné-Bissau, das ilhas do Maio e do Fogo em Cabo Verde e ainda às sete reservas de Biosfera do Brasil.

“Conseguimos montar uma exposição com um painel por cada reserva, que os representa simbolicamente enquanto territórios de sustentabilidade, mostrando o que elas são e o que nos ensinam”, descreveu Helena Freitas.

A coordenadora geral da equipa diretiva do Parque de Serralves adiantou ainda haver a intenção, caso a situação pandémica o permita, de introduzir uma "dinâmica expositiva" envolvendo os territórios e as comunidades.

“Tínhamos de facto pensado criar uma dinâmica expositiva, em que fosse possível envolver os territórios e trazer as comunidades, a sua música, as suas artes, numa lógica de uma por mês, porque são 12 em Portugal continental e insular”, explicou.

Helena Freitas avançou também com a possibilidade de a mostra vir a ser itinerante, promovendo em outros territórios o conhecimento sobre a reservas de biosfera existentes em Portugal.

Dedicada à exploração do conhecimento do património natural que caracteriza os territórios que constituem a rede dos países da CPLP, a mostra acontece numa altura em que se celebram os 50 anos do programa da UNESCO MaB - Man and the Biosphere (Homem e Biosfera) que promove a cooperação científica internacional sobre as interações entre o homem e o seu meio.

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