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Entrevista: Rosane Ventura - Profissional de Gestão de Grandes Projetos

Por Pedro Henrique de Sousa


Ela é profissional de marketing e eventos, formada pela Universidade Estácio de Sá com MBA pela FGV. Foi responsável por cases de eventos da Uber, Disney Magic Run, a Casa da França durante o Rio 2016, o famoso jogo do tenista Djokovic e Guga no Brasil (em 2012), além de muitos eventos para a TV Globo e Record, entre outros projetos. Assim como já esteve à frente da diretoria de marketing da Riotur, empresa de turismo da cidade do Rio de Janeiro.


Como você vê o futuro do mercado de comunicação e marketing nas empresas hoje, que tipo de empresas e ações vão se diferenciar?

RV: Essa crise mexeu com todos os tipos de mercados e, a partir de agora, vão se destacar as empresas que entenderam o poder de pensar no coletivo. Eu acredito ser fundamental intensificar o relacionamento com os públicos, com as comunidades, parceiros, governos e todos os demais agentes sociais. Mais do que embarcar na onda das ações de relações públicas, empresas e entidades as empresas precisam entender cada vez mais a importância de atuar com consistência e de acordo com seus propósitos. Não vai mais valer novidade por novidade, mas o porquê e como essa novidade vai ajudar a todos dentro e fora da marca.

A recomendação de isolamento levou a uma diminuição nos gastos dos consumidores e, como consequência, provocou uma reflexão sobre os hábitos de consumo. Diversas pesquisas de comportamento mostram que os consumidores passarão a ser cautelosos e vão analisar mais cuidadosamente o quê e como consumir. Empresas que souberem ‘ressignificar’ seus propósitos vão ganhar com certeza consumidores mais entusiasmados e duradouros.

Novos hábitos. Muitos consumidores estão reconsiderando seus valores e passaram e passarão a buscar empresas e marcas que os façam sentir-se mais seguros e que passem a credibilidade através de alinhamento do propósito que apresentam, que vendem. Os consumidores querem produtos que reflitam seus valores pessoais mesmo após o período de isolamento. Embora essa tendência já fosse crescente, o novo cenário global acelera essa busca.

Outro ponto é o investimento na digitalização. Enquanto o mundo desacelera drasticamente, a digitalização aumenta. O isolamento vem sendo determinante para mostrar a rapidez com que as empresas podem atender às demandas online e, consequentemente, abre espaço para aumentar a confiança do consumidor no ambiente virtual. O omnichannel se torna praticamente parte da rotina.

Como então as empresas podem investir neste lado colaborativo e social, sem deixar os lucros de lado?

RV: Gerando projetos que tenham link com o social, com rendas revertidas, com geração de empregos e novos tipos de profissionais.

Conte-nos desta sua mudança e novos projetos...

RV: Nesses 16 anos de trabalho, sempre muito dedicada a diversos tipos de empresas, sentia falta de fazer algo mais pelo social, tinha a sensação de sempre estar faltando algo. E quando surgiu essa oportunidade do Covid Sem Fome, vi que podia unir a minha experiência com a necessidade deles, pois é muito importante um plano estratégico e networking para que esse tipo de iniciativa social seja maior e receba mais ajuda. E tem sido muito interessante e gratificante unir um time voltado apenas para ajudar o próximo, onde o amor pelo outro é o mais importante e o motor das relações e empenho. O que é o projeto Covid sem Fome e como faz para ajudar?

RV: É uma iniciativa, criada no início da pandemia de Covid-19 no Brasil, que já entregou mais de 5 mil quentinhas em um mês, e agora expande com o projeto Cozinhas do Bem, em parceria com a startup Troca.

O projeto foi criado pelo casal Pedro e Jacqueline Borges para levar refeições e suprimentos a moradores de rua, dando a eles o amparo básico necessário neste momento tão difícil de pandemia. Diante do momento difícil e desafiador que estamos vivendo, com o isolamento social, ruas vazias e estabelecimentos fechados, aquilo que era a única forma de alimentação de milhares de pessoas em situação extrema pobreza, torna-se inexistente.

A ação, junto com outro parceiros, chega a distribuir cerca de 300 quentinhas por dia atualmente, com uma meta de chegar a 500 quentinhas dia.

Para ajudar temos várias formas:

• Doação em dinheiro - Picpay.me/covidesemfome ou Itaú – ag.4095 / cc:13817-0 / cpf: 164.307.437-72 – Pedro Aires Cardoso Borges

• Doação de Alimentos para o preparo das comidas;

• Doação de comidas não perecíveis que possam ser entregues as pessoas na rua;

• Doação de Água mineral;

• Doação de itens de higiene pessoal: pasta de dente, papel higiênico, sabonete, escova de dente, absorvente...;

• Trabalho voluntário para distribuição das refeições com carro ou sem carro;

• Trabalho voluntário como cozinheiro seja de casa seja das cozinhas parceiras.

Para ajudar na cozinha: Carol Mattos: (21) 97962-7066

Para ajudar na distribuição: Marcelinho Lázaro: (21) 97913-8020

Pontos de recebimento de doações físicas:

1. Zona Sul / Botafogo - Pedro – (21) 99606-1825 / Jacqueline – (21) 99237-5093

2. Jacarepaguá – Rosane – (21) 99973-2264

E siga o @covidsemfome nas redes sociais e nos ajude a divulgar o projeto para ficar por dentro das novidades, marque os amigos e compartilhe os conteúdos. A união e solidariedade pode salvar vidas! QUEM PRECISA, TEM PRESSA!


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